sábado, 6 de julho de 2013

Rock Me - 3º capitulo



                Tá, eu fui meio que obrigada a ir. Quando estava em frente à porta do quarto, pensei seriamente em ir embora. Sem pensar, apertei na campainha. Me arrependi. Agora eu não podia mais fugir.
— Você veio, Alice.
— É, era isso ou passar o dia inteiro cuidando de minha amiga.
— Cuidando?
— Ela pegou uma gripe não sei de onde. Deve ser as noites animadas com os amantes dela.
— E você... Participa dessas noites.
— Tudo bem, agora você já está pedindo que eu vá embora.
— Não. Fique. Eu... Quero conversar com você.
                Olhei em volta. É, estava mais arrumado do que da outra vez. Ele fez sinal para me sentar. Quando o fiz, vi um sutiã embaixo na cama. Porque não estava nem um pouco surpresa? Lembrei-me da primeira vez que ele me ligou.
— Você... Havia dito que tinha motivos para ser...
— Não-divertida?
— Antissocial.
— Isso te interessa?
— Não realmente, mas eu queria saber.
                Eu não queria contar. Nunca havia falado sobre isso com ninguém, e Harry era definitivamente a ultima pessoa que eu contaria. Na verdade, a penúltima. A puta merecia ficar no fim.
— Minha mãe de sangue me abandonou na rua quando eu tinha 2 anos. Ela era usuária de drogas e se envolveu com um traficante. Cresci na minha família adotiva, que me deu muito carinho e amor, mas... Mesmo assim, sinto muita raiva daquela mulher. Ninguém merece ser abandonado.
                Infelizmente, comecei a chorar silenciosamente. Perdi o mínimo de dignidade que me restava. Ele passou os dedos no meu rosto, limpando minhas lágrimas. Eu queria tirar sua mão de minha face, mas não tinha forças para isso.

— Eu... Sinto muito.
— Não quero que sinta nada. Nem eu mesma sinto.
— E você escreve para poder esquecer?
— Não estamos num filme, Harry. Eu escrevo porque eu gosto.
— E... Eu vou poder ler o que você escreve?
— Nunca! Nem por cima do meu cadáver.
— Hm... Não precisa. Seria desperdício.
— Desperdício?
— É. Você é muito bonita.
                Fiquei olhando para ele, só para saber se ele estava de brincadeira. Aparentemente não. Me distanciei um pouco, só para ter certeza. Eu havia acabado de chegar, e já queria ir embora. Porque era sempre assim?
— Porque você se distanciou?
— Até isso eu preciso dizer?
— Bem, estamos no meu quarto. Então, eu posso fazer o que quiser.
— Isso definitivamente não é bom.
— Eu não vou fazer nada... Hm... Errado com você.
— Prefiro não arriscar.
                Harry estava com um sorriso malicioso. Porque era tão... Idiota? Flora diria que eu estou apaixonada. Ela estaria errada. Eu nunca iria gostar de um cara como ele. Na verdade, estou longe de me apaixonar por alguém. Muito longe.
¥

— O que você está fazendo aqui?
— Vim te visitar.
— Quem te deu meu endereço?
— Hm... Descobri sozinho.
— Se descobriu sozinho como chegar até aqui, deve saber também como voltar. Boa sorte.
— Você não vai nem me deixar entrar?
                O deixei entrar, erradamente. Ele sorriu quando percebeu minha pequena bagunça no sofá. Esqueci de esconder minha história que estava escrita em um caderno com letras grandes dizendo “Romance”. Não que ele soubesse ler em português, mas aquilo chamou a atenção dele.
— É a sua história?
— Não. É um caderno de entrevistas.
— Não acredito nisso.
— Então não acredite. Isso não é problema meu.
— Posso ver?
— Não. O que me faz lembrar, porque você veio?
— Por nada. Eu só... Queria saber como você está.
— Estou bem. Nos vimos ontem, Harry. É só isso?
— Na verdade, também vim te dar isso.
                Tá, eu não tinha como impedir. Foi de surpresa. Ele segurou meus braços, para ter certeza que eu não fugiria enquanto ele me beijava. Eu tentei fugir, mas não consegui. Pelo cansaço, acabei deixando rolar.

— Você gosta de mim. – ele definiu.
— Não. Já pode ir embora.
— Eu sei que você gosta de mim, Alice. Não adianta esconder.
— A porta é serventia da casa.
                Ele continuava sorrindo que nem um... Retardado. Depois que saiu, arrumei tudo e fui assistir TV. Quer dizer, não que eu tenha prestado atenção. A mesma cena passava na minha cabeça, repetidamente. Sem pensar, liguei para Flora.
— Flora, sou eu. Será que você poderia vir aqui?
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— Você está apaixonada!

— O que? Impossível.
— Olha, eu sou especialista nesse assunto, e esse é meu veredicto. Você sofre de paixão instantânea.
— Qual é o remédio? Não quero ficar com essa doença.
— O remédio é você aproveitar. A adrenalina de uma paixão é inebriante.
— Eu nunca me apaixonei, Flora. E nem quero. Na verdade, estou com muita raiva dele nesse momento.
— Não é raiva, é amor acumulado. Ele te beijou. E você deixou!
— Cansada demais para impedir.
— Quando vai ver ele de novo?
— Espero que nunca mais. Ainda tenho que organizar a entrevista para entregar à vagabunda.
— Anota o que eu estou te dizendo, você vai ficar com ele.
¥
                Harry me ligou no dia seguinte. Queria se encontrar na piscina exclusiva do hotel à noite. Segundo ele, só haveria nós dois. Não sei onde estava com a cabeça quando disse “que iria pensar”. Flora disse que é porque eu quero realmente vê-lo. Espero que esteja errada.
                A piscina exclusiva ficava no 6º andar. Como era noite, podíamos ver as estrelas. Harry já estava dentro da água quando entrei. Ele deu um sorriso enorme quando me viu. Assustador, definitivamente.
— Você veio.
— É, vim. Não iria perder minha única oportunidade de conhecer a piscina exclusiva.
— Se depender de mim, você virá mais vezes.
— Pois é, não depende de você.
— Não vai entrar na piscina?
— Enquanto você estiver nela, não.
— Então acho que vou ter que te forçar a entrar.
— Você não faria...
                É, ele faria. Mesmo dentro da piscina, ele puxou minha mão e eu cai na água. O pior: Ficou perto demais de mim. Perto o suficiente para me fazer olhar em seus olhos intensos. Perto o suficiente, para me beijar novamente.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Rock Me - 2º capitulo



                À noite eu estava assistindo uma luta. Adorava assistir aqueles homens se matando. Estava exatamente no começo da luta principal, meu celular tocou. Eu sabia que era Harry. Era a única pessoa que me ligaria numa hora dessas.

— Alô.
— Oi Alice.
— Ah, oi.
— Desculpe eu estar ligando meio tarde... – do outro lado do telefone, ouvi a voz de uma mulher resmungando.
— Tudo bem.
— Que tal amanhã à tarde, na praia em frente ao hotel... Ér...
— Copacabana?
— É, isso.
— Acho que tudo bem. Nos vemos lá.
— Até lá, Alice.
¥
Como você pegou essa gripe, Flora?!
— Eu sei lá. Só sei que não quero ficar aqui sozinha, por isso te chamei.
— Tá bom, mas eu não vou poder ficar aqui por muito tempo...
— Porque?
— Eu tenho que entrevistar Harry.
— E você vai... Assim? – apontando para minha roupa nada profissional.
— É, vamos fazer a entrevista na praia. Ele que pediu.
— Hm... Isso seria interessante... Ele não estará totalmente vestido.

— Flora! Por favor! Se você não parar com isso eu vou te deixar sozinha aqui.
— Bem, que horas vocês marcaram?
— Hm, às 17 horas.
— Acho melhor você ir então, mas venha aqui amanhã. Quero saber de tudo.
— Ok, até mais.
                Não demorou muito e logo eu já estava em Copacabana. Me sentei na areia e fiquei observando o mar. Definitivamente, eu iria sentir saudades daqui. Los Angeles seria um grande passo na minha carreira, mas eu voltaria para cá um dia.
— 100 euros por seus pensamentos. – Harry estava sentando ao meu lado.
— Meus pensamentos não valem tanto assim. Além do mais, seria aproximadamente 291 reais.
— Mesmo assim, no que estava pensando?
— Estava pensando se seria bom que começássemos a entrevista.
                Novamente, ele fez uma cara não muito boa. Parecia ser... Decepção. Ignorei isso e comecei a fazer as perguntas. Ele respondeu sem muita emoção. Seria uma grande tristeza para Flora quando eu contasse isso a ela. Quando acabei de fazer todas as perguntas, agradeci e me despedi.
— Hey, espere.
— O que foi?
— Você... Hm... Não gostaria de vir aqui amanhã?
— Mas eu já fiz a entrevista.
— Eu sei.
                O que ele queria comigo? Eu não tinha mas nenhum motivo para continuar a vê-lo. Olhei para ele por um instante e depois fui embora. Isso não era um sim nem um não, era um “Vou pensar no seu caso”.
¥
— Eu não acredito! Você nem disse “Sim”!
— Porque eu diria sim, Flora? Me dê um bom motivo.
— Ah... Porque ele é lindo e gostoso! E deve ser muito educado!
— Esses são os seus motivos. Nada disso conta para mim.
— Mas... Você vai?
— Não sei.
— Então eu vou te expulsar da minha casa.
— O que?!
— É isso mesmo. Vá, agora!
                Bem, eu fui. Não tinha muitas opções. Ao chegar na praia, ele já estava lá. Não se moveu quando sentei ao seu lado. Apenas sorriu. Que estranho. Fiquei observando as ondas, ignorando enquanto ele me olhava.

— Você veio.
— É. Tinha opção?
— Então você só veio por que não tinha mais o que fazer?
— Exatamente.
— Duvido.
— Acho o que quiser.
— Você não é muito...
— Divertida?
— Eu estava pensando em sociável, mas essa também serve.
                Não falei mais nada. Minha real vontade era de ir embora. Na verdade, porque eu havia vindo? Eu poderia mentir para Flora, dizendo que eu tinha me divertido com ele. Eu já estava decidindo ir embora, mas ele foi mais rápido.
— Porque decidiu ser jornalista?
— Porque não podia ser escritora.
— Você escreve?
— É, às vezes. Quando tenho tempo.
— Algum dia poderei ler alguma coisa sua?
— Mas é claro que não!

— Porque não?
— Porque eu não mostro para ninguém. É uma coisa só minha.
— E você nunca vai publicar um livro?
— Que editora iria se interessar por alguma coisa minha?
— Talvez eu possa te responder... Se você me deixar ler.
                Idiota. Fiquei o encarando, para saber se ele estava falando sério. Seus olhos não demonstravam brincadeira. Na verdade, muita intensidade. De qualquer forma, voltei a olhar para o mar. Era mais seguro.
— Porque não quer me olhar nos olhos?
— Até isso você pergunta? Pensei que eu era a jornalista.
— Curiosidade.
— Eu não tenho nenhum motivo concreto para ficar te olhando.
— Porque você é tão...
— Realista?
— Não, porque leva a vida tão a sério?
— Talvez eu tenha bons motivos para isso.
— Você tem?
— Porque se importa?
— Eu... Não sei.
                Me levantei. Não para ir embora, ainda que isso fosse tentador. A maré estava baixa e fazia muito tempo que eu não entrava no mar. A água era gelada, mas boa o suficiente. Harry não veio até aqui, apenas me observou de longe. Isso demonstra um pouco de bom senso.
                Depois que eu voltei, ele deu um sorriso malicioso. Isso me lembrou de Flora. De repente, ele pega meu rosto entre as mãos, forçando-me a olhar seus olhos. Ainda eram intensos. Como reflexo, me desvencilhei de suas mãos.
— Tchau, Harry.
— Espera, está anoitecendo. Você não quer vir pro hotel comigo?
— Obrigada, mas não. Prefiro voltar para meu flat.
— Então posso te ver amanhã?
— Porque?
— Gosto de ficar com você. E além do mais, eu quero ler o que você escreve.
— Se você quer ler, acho melhor esperar sentado.
— Tudo bem, eu espero.
                Como ele podia ser tão... Irritante? Depois de tomar banho em casa, liguei para Flora. Pelo que parecia, não sentia mais dores no corpo, mas muita dor de garganta. Estava assistindo um filme, quando ele me ligou.
— O que você quer?
— Oi, Alice. Só queria uma informação.
— Fale logo.
— Que tipo de coisas você escreve?
— Isso te interessa?
— Só para eu me preparar antes de ler.
— Você não vai ler!
— Então eu te vejo amanhã?
— É a segunda vez em menos de 5 horas que você me pergunta isso.
— Porque você não vem aqui no hotel? Podíamos fazer... Alguma coisa.
— Vou pensar. Tchau.

¥
— Flora, se você não parar de falar a dor vai piorar!
— Mas...
— Nem venha com “Mas”! Eu não sei se eu vou!
— Porque... Você... Não... Iria?
— Porque ele não é normal! Quer me ver todos os dias e ainda por cima quer ler meus romances.
— Qualquer... Pessoa normal... Iria adorar... Ler suas histórias policiais.
— Eu não escrevo bem, Flora.
— Vou te... Forçar a ir.
— Se você me forçar a alguma coisa, vai acabar ficando mais doente. Tudo bem, eu vou.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Rock Me - Primeiro capitulo

Oi gente! Essa é minha nova fic. Espero que gostem. Se tiverem alguma sugestão, podem dizer. Boa leitura e comentem!!


Finalmente chegou meu aniversário. Isso é bom e ruim. Bom pois eu ganharia presentes... E ruim porque Flora provavelmente me faria ir à alguma balada ou coisa assim. Ela era a pessoa mais festeira que eu conhecia, o oposto de mim. Deve ser por isso que se tornou minha melhor amiga.

                Eu morava num lugar não muito grande. Um flat. Flora dizia que com o tempo, deveria diminuir. Já me chamou várias vezes para morar com ela, mas eu não aceitei. Ela tem amantes para cada noite, eu não acho que seria muito divertido ficar escutando.
                Nos dias de trabalho, eu pegava o metrô até o prédio da redação. Sempre havia uma pilha de papéis em cima da mesa todas as manhãs. Todas as reportagens principais vinham para mim. Culpa da minha chefe. Aquela puta.
— Alice?
— Sim Jenn?
— A chefe está te chamando.
                Não basta nem pensar nela, que ela já me chama. Depois de arrumar minhas coisas, fui até sua sala. Era a maior do andar inteiro. Quando entrei, ela passava um gloss. Como eu disse, puta. Ao invés de fazer seu trabalho, ficava se olhando no espelho.

— Bom dia, Alice. Como está?
— Bem, e você?
— Não podia estar melhor.
— Bom.
— Então, te chamei aqui para uma proposta.
— Sim.
— Estou pensando em te mandar para uma temporada em Los Angeles.
— Isso seria... Ótimo.
— Mas antes, preciso que você faça um trabalho importante para mim.
— Que seria...
— Hm... Falo com você amanhã.
— Tudo bem.
                Finalmente! Depois de anos aqui, eu fui transferida! Estava tão feliz. Havia sido o melhor presente de aniversário de todos. Passei o resto da manhã alegre, escrevendo e analisando reportagens. Na hora do almoço, me encontrei com Flora num restaurante em frente ao prédio, como sempre.
— Feliz aniversário, Alice!
— Obrigada. E então, qual vai ser o presente esse ano?
— O presente está na minha casa, depois do expediente.
— Deixa eu adivinhar, vai me levar numa festa.
— Não! Quer dizer, mais ou menos. Nem tente adivinhar.
                Pedi meu almoço de sempre e depois voltei para o trabalho. Comecei a fazer planos para Los Angeles. Também estava curiosa para saber que tipo de trabalho eu teria que fazer desta vez. Alguma reportagem especial ou entrevistar alguém perigoso... O que seria? Bem, não podia ser pior que conviver 4 anos com uma puta falsa.
                No começo da noite, fomos de carro até o apartamento dela. Adivinhe o presente: Um vestido curto. A cara dela. Só de ver, perdi a vontade de sair. Claro que Flora meio que me enfiou dentro da roupa e me empurrou até a boate. 
— Vamos, não vai ser tão ruim.
— Pare de bancar a boa conselheira. Eu quero voltar pra casa.
— Não, espera. Vou te trazer vodka.

¥
                Minha cabeça latejava e me sentia um pouco enjoada. Olhei em volta. Estava na casa de Flora, num dos quartos. Lavei meu rosto no banheiro. Deveria ter sido a vodka, sempre fico assim no dia seguinte. Merda.
                Mesmo com dor de cabeça, peguei o metrô até minha casa. Ainda era cedo, então podia descansar mais um pouco. Deitei em minha cama e fiquei esperando a dor passar. Quando me sentia melhor, tirei aquela roupa ridícula e vesti algo digno. Depois, sai novamente para o trabalho.
                Como sempre, havia muitos papéis em minha mesa. Bem, pelo menos eu iria saber qual seria meu ultimo trabalho aqui. Não demorou muito, logo aquela vagabunda já estava me chamando novamente. Como sempre, não estava fazendo nada.
— Bom dia, Alice. Dormiu bem?
— Sim, muito bem.
— Ótimo. Bem, decidi que trabalho eu vou te dar.
— Que seria...
— Como sabe, os meninos daquela banda, One DIrection, estão vindo para cá.
— Sei, e?
— Quero que você entreviste, um deles.
— Qual?
— Harry Styles.
                Só podia ser. Sabia que não seria nenhum trabalho legal. Logo uma entrevista, com um cara que se acha cantor. Acho que essa puta acha que eu sou idiota. O problema é que eu queria muito ir para Los Angeles.

— Tudo bem... Eu aceito.
— Perfeito.
                Eu não sabia nada sobre esse cara. Ao voltar para minha mesa, pesquisei um pouco sobre ele. Ele era bonito, tenho que admitir. A banda cantava umas músicas legais. Segundo Flora, ele era um pedaço de mal caminho. Só ela mesmo para falar uma coisa dessas.
                Haviam marcado a entrevista para a segunda-feira, então eu teria tempo de me divertir um pouco. Teria que entregar a entrevista pronta em duas semanas. Era tempo suficiente.
¥
                No sábado, contei a minha família. Me fizeram prometer que sempre iria ligar. Concordei, é claro. No domingo, eu comecei a procurar casas em L.A. Por sorte, encontrei alguns lugares legais, que eu poderia comprar com o aumento.
— Ali, já que você vai para Los Angeles, lembre-se de se envolver em um romance.
— O que?
— Se apaixone. Você precisa de um namorado.
— Quem disse?
— Tudo bem, eu não conheço ninguém que tenha namorado e que passe o sábado à noite sozinho.
— Por favor Flora, me poupe.
— Tá bem, tá bem. Vou embora. Nos vemos amanhã.
¥
                Na segunda, procurei saber o hotel onde Harry estava hospedado. Não fiquei muito surpresa quando descobri que era o Copacabana Pallace. Apesar de ser o pior dia da semana, havia mais movimento que o normal.

                Na recepção, ligaram para ele. Depois que foi confirmado que eu era realmente uma jornalista, fui liberada para subir. Seu quarto deveria ser um dos mais caros do hotel. A porta estava meio aberta. Fiz uma nota mental para falar apenas em inglês e entrei.
— Ahn... Bom dia?
— Ah, oi. Você é a...
— Alice. Alice Mezzo. Prazer.
— Prazer.
                Ele fez sinal para eu me sentar em uma cadeira. O quarto não estava muito arrumado, mas a cadeira estava intacta. Quando eu iria começar a entrevista, o celular dele começa a tocar. Harry fez uma cara não muito boa.
— Desculpe Alice, é que acabaram de me informar de um compromisso em cima da hora. Será que eu poderia falar com você depois?
— Acho que não tem problema.
— Me passe seu número. Eu te ligo depois.

                Depois de dar meu número, voltei para casa. Não tinha mais que ir para o trabalho. Até agora, no meu caderno só tinha a data. Às 12 horas, Flora me ligou, perguntando como tinha sido a entrevista. Ficou maliciosa quando soube que ele tinha meu telefone. Ignorei totalmente isso e logo depois que acabamos de conversar, fui dormir.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Aviso para os leitores de Little Things

Bem gente eu não  estou dando conta de escrever a Little Things! To sem imaginação para ela! Então vou so postar a do Zayn e depois que acaba-lá vou postar o resto da Little Things ! Ou preferem que eu a exclua?
 ( eu super ansiosa por seu comentário)

More Than This - Ultimo capitulo

                Demoramos um pouco para chegar. O transito estava péssimo. Quando conseguimos chegar, fomos pelos bastidores até os nossos lugares. Tínhamos lugares VIP, bem perto do palco. Imaginei que seria fácil alguém subir lá em cima.
                Não demorou muito e logo o show começou. Começou com “Up All Night”, “I Would” e “Heart Attack”. Por incrível que pareça, eu estava gostando. De repente, algo estranho. Harry, Liam e Zayn saem do palco. Apenas sobram Niall com um violão... e Louis com um microfone. Então ele começa a cantar.

I'm broken, do you hear me?
I'm blinded, 'cause you are everything I see
I'm dancing, alone
I'm praying, that your heart will just turn around
And as I walk up to your door
My head turns to face the floor
'Cause I can't look you in the eyes and say
When he opens his arms and holds you close tonight
It just won't feel right
'Cause I can love you more than this
Yeah
When he lays you down, I might just die inside
It just don't feel right
'Cause I can love you more than this
Can love you more than this
If I'm louder, would you see me?
Would you lay down, in my arms and rescue me?
'Cause we are the same
You save me, when you leave it's gone again
Then I see you on the street
In his arms, I get weak
My body fails, I'm on my knees
Prayin'
When he opens his arms and holds you close tonight
It just won't feel right
'Cause I can love you more than this
Yeah
When he lays you down, I might just die inside
It just don't feel right
'Cause I can love you more than this
Yeah
I've never had the words to say
But now I'm asking you to stay
For a little while inside my arms
And as you close your eyes tonight
I pray that you will see the light
That's shining from the stars above
Now say
When he opens his arms and holds you close tonight
It just won't feel right
'Cause I can love you more than this
'Cause I can love you more than this, yeah
When he lays you down, I might just die inside
It just don't feel right
'Cause I can love you more than this
Yeah
When he opens his arms and holds you close tonight
It just won't feel right
'Cause I can love you more than this (yeah)
When he lays you down, I might just die inside (I don't care)
It just don't feel right
'Cause I can love you more than this
Can love you more than this                                                  
(vejam a tradução)
                Estranhamente, minha mente entrou em conflito. Aquela música havia por algum motivo me fez lembrar. De minha família, minhas músicas, minhas memórias, tudo. Me fez lembrar de Louis e de como eu o amava.
                Depois de cantar “More Than This”, Lou vai até minha direção no palco e estende minha mão para mim, como um convite. Subo no palco. Percebo que há um pouco de silencio nesse momento. Ele olha nos meus olhos atentamente.
— Eu me lembro de você.
                Louis dá um grande sorriso e nos abraçamos. Uma salva de palmas explode ao fundo. Posso perceber os meninos voltando ao palco. Em um nano segundo percebo que é assim que quero passar o resto da minha vida: Junto a quem eu amo.



Eu gostaria de agradecer a todos os meus leitores, os que comentam e que não comentam. Queria mandar um "Obrigada" a Luma por permitir que eu postasse minha história aqui. E dizer que vou escrever outra! Só não sei com quem vai ser... Mas tudo bem. Até mais!!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Opinião

Olá gente! Então, como sabem, More Than This vai acabar... E eu vou fazer uma fic nova. Então eu pensei que vocês poderiam escolher quem vocês querem que seja o par da personagem principal. Alguma ideia? Aqui vai algumas informações para ajudar vocês a escolherem.

Nome da personagem: Alice Mezzo
Trabalho: Jornalista de uma revista
Trabalha e mora: Rio de Janeiro

More Than This - 17º capitulo

                As semanas seguintes foram bem estranhas. Tinha o mesmo pesadelo quase toda noite. Não ficava mais assustada. Cada vez mais eu penso que há alguém do meu lado direito. Eu não o vejo, mas sinto. Mesmo assim, vou até Dylan, e continuou sendo assassinada.
                Fico com medo de ver Dylan. Parece infantil, eu sei. Ele me ligou várias vezes, me chamando para sair novamente. Nunca aceito. Scarlett acha que estou ficando doida. Só estou me precavendo.
─ Anna! Nem te conto!
─ Não faço questão de saber.

─ Hahaha, muito engraçado. É sério. Eu ganhei ingressos paro o show da One Direction! Harry me deu.
─ Hm... E?
─ Eu vou te levar!
─ Porque?
─ Porque você não se lembra de ter ido em nenhum show!
─ Não sei se é uma boa ideia.
─ Vai ser muito divertido! É daqui a duas semanas.
                Tá, eu conhecia a One Direction. Só que não me lembrava de conhecer. Eu gostava das músicas deles, mas quando descobri que aquele cara que me visitou, Louis, e que bateu a porta na minha cara fazia parte, desisti. Não queria ter que me encontrar com ele de novo.
                Sophie avisou que eu faria meu primeiro show desde o acidente. Me sentia extremamente ansiosa. Eu não me lembrava da sensação de estar em um palco. Scarlett disse que era a melhor efeito do mundo para mim. Isso me fez ficar mais inquieta.
                Apesar do show começar às 19 horas, eu comecei a me arrumar às 17. Scar disse que tudo isso não era necessário, mas não liguei. Tomei um banho quente e procurei algo mais... Ahn... Animado para vestir. Demorou um pouco, mas logo achei alguma coisa adequada
                Scar dirigiu até The O2 Arena. Já havia muitas pessoas lá, apesar de ainda ser apenas 18 horas. Ao entrar nos bastidores, me deixaram sozinha. Aproveitei para revisar as músicas. Tinha dois covers: “Skyscraper” e “Hello, Goodbye”. As outras músicas eram composições minhas mesmo. Algum tempo depois, me chamaram.
                Andei pelo longo corredor até o palco. Minhas mãos suavam e minha barriga se remexia. Mas eu estava bem. Haviam muitos microfones. Peguei o primeiro que vi. Subi numa caixa e esperei até que me mandassem para cima. Foi assustador quando isso aconteceu.
                Eram muitas pessoas. Muitas mesmo. Todas acenando para mim, felizes. Como uma idiota, acenei de volta. Depois de alguns segundos tentando ler os cartazes, lembrei-me de que eu deveria cantar. Organizei tudo em minha mente e comecei.
You say yes, I say no
You say stop but I say go, go, go
Oh no
You say goodbye and I say hello
Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello, hello hello
I don't know why you say goodbye
I say hello
I say high, you say low
You say why and I say I don't know
Oh no
You say goodbye and I say hello
(hello, goodbye, hello, goodbye)
Hello, hello
(hello, goodbye)
I don't know why you say goodbye I say hello
(hello, goodbye, hello, goodbye)
Hello, hello
(hello, goodbye)
I don't know why you say goodbye I say hello
(hello, goodbye)
(why, why, why, why, why, why do you say
Goodbye, goodbye, bye , bye , bye ,bye, bye)
Oh no
You say goodbye and I say hello
Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello, hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello
You say yes (I say yes)
I say no (but I may mean no, I can stay till it's time to go)
You say stop
And I say go go go
Oh no
You say goodbye and I say hello
Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello, hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello, hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello oooo oooo oooo oooo helloooo
Hay la, hey hello-a,
Hay la, hey hello-a,
Hay la, hey hello-a,
Hay la, hey hello-a,
Hay la, hey hello-a,
Hay la, hey hello-a,
Hay la, hey hello-a,
Hay la, hey hello-a

¥
                As duas semanas seguintes foram boas. Tive mais 4 shows e tudo corria bem. Sophie dizia que se eu melhorasse, poderíamos retornar a turnê. Fiquei feliz com essa noticia, apesar de ter medo de sofrer um acidente novamente. A parte ruim é que eu continuava tendo o mesmo pesadelo. Uma noite isso mudou.
                O começo era o mesmo. Eu estava sentada no escuro e embaixo de um feixe de luz a minha esquerda, Dylan estava com um sorriso estonteante. Algo surge do lado direito. Louis aparece, mas demostra preocupação. Ignoro-o totalmente e vou até Dylan. Quando ele me abraça, ouço Louis dizendo “Não, não faça isso!”. Mesmo assim, acabo sendo atingida pela faca.

                Acordo assustada. Não pela minha morte, mas pela diferença. O que Louis fazia ali? Porque estava preocupado? Ele não havia falado comigo desde aquele dia que foi me ver no hospital. Fui vencida pelo cansaço e voltei a dormir.
¥
Anna, o show é hoje.
Eu tenho show hoje?
Não, quero dizer o show dos meninos.
Scar, eu não estou com vontade de ir. Porque não chama outra pessoa?
— Mas eu quero eu você vá. Por favor!
— Eu... Eu... Não sei.
— Não vou te dar o poder de escolha. Você vai.
                Eu teria que ir de qualquer forma. Fiquei receosa por causa de meu pesadelo. Me sentia infantil. Fui para o estúdio e fiquei algum tempo lá, sem fazer nada. Minhas mãos ficavam na mesma tecla do piano, sem nunca mudar. Depois de algumas horas, fui me preparar.


                Tomei banho e vesti a roupa que a própria Scarlett arrumou para mim. Eu havia gostado da combinação de cores. Penteei meu cabelo com calma e tentei parecer apresentável. Porque me preocupava tanto? Esperei Scar para podermos ir. 

Gente, esse é o penúltimo capitulo. Eu sei, a fic foi rápida, mas eu irei fazer outra. Beijos!!